Não faço a mínima ideia do que se passa comigo neste últimos dias. Não sei se é por causa dos exames, ou por causa de outros factores, que eu penso que estou a dar em louca! Já me tinha acontecido imensas vezes, mas não com tanta intensidade como hoje. Estava a dormir, ou pelo menos naquela transição do dormir/acordar, e começo a ouvir uma voz no meu subconsciente que me tenta acordar, e depois começa a fazer cálculos e mais cálculos e tinha que haver uma ordem certa para eles. E essa voz não me deixava em paz! Estava mesmo a ouvi-la e não conseguia fazer com que ela parasse até dar um enorme grito "PÁRA! ESTOU FARTA!", e ela parou. Comecei a ficar um pouco assustada com isto e penso que se deve ao facto de estar a pensar em demasiadas coisas que me preocupam.
Sim, foi-me confirmado por um psicólogo que estou com uma depressão e não no início dela.
Na minha escola não houve greve no dia 17, logo pude fazer o exame de Português (graças a Deus!). Pensei que o exame iria ser muito pior (tinha medo que viesse Os Lusíadas ou Mensagem, mas felizmente veio Ricardo Reis na interpretação e Alberto Caeiro como texto B).
Agora tenho é que concentrar-me em Matemática!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
.80
Por
Unknown
-Papá, por favor pare de falar nisso! - dizia eu colocando a mão dele no meu peito para que sentisse a velocidade a que o meu coração batia.
-Mas foste tu que pediste para continuar... - respondeu assustado.
-Papá, por favor, por mais que peça não fale mais. Eu fico assustada quando falamos do que poderá acontecer quando eu morrer papá... eu tenho medo.
-Joana, tu não podes evitar. Vai acontecer a toda a gente. Um dia também te vai acontecer...
-CHEGA! Pode parar por favor? Estou a pedir-lhe por favor!
Sempre fui muito preocupada, sempre me preocupei com o ambiente, com guerras, com epidemias, enfim, com tudo o que pudesse matar se não tivéssemos cuidado (ou se os outros não tivessem cuidado). Ficava apavorada quando havia os ataques no Iraque e o meu irmão como sempre me tentou ajudar de uma maneira engraçada dizia "Nada disso vai chegar aqui, o Sr. Alberto João Jardim não deixa", e eu como era pequenina acreditava. Tinha pavor da gripe da aves, da gripe suína, do dengue, de tudo. Para verem como eu era preocupada demais, cheguei a receber um daqueles e-mails que diziam que eu tinha que enviar aquilo a trinta pessoas ou morria uma semana depois, e fiquei pálida e a gritar pela minha mãe porque não tinha os trinta contactos! Era habitual visitar sites sobre o ambiente quando um dia estava a vaguear na Internet e vejo uma notícia sobre uma Cimeira que tinha havido por causa do ambiente. Curiosa como sou, abri o link para ler o resto da notícia e aproveitei para ver os comentários e para ver se as pessoas se preocupavam tanto quanto eu. Num dos comentários estava "Palhaçada! Google -> 2012. Pesquisem!". Ora bem, isto ainda estávamos no ano 2008. Mais uma vez, como sou curiosa, fui ao Google e pesquisei o tal "2012". Para minha grande surpresa e desgosta vi em letras bem grandes "FIM DO MUNDO 21-12-2012". Bem, é que não imaginam, entrei em pânico, comecei a chorar e a pensar que não ia poder ter a vida que os meus pais tiveram, que não ia poder ir para a universidade, que nem ia poder fazer 18 anos! Que não ia poder ser mãe que era o meu maior sonho e também que não me ia poder casar!
Já tinha estado em psicólogos antes por causa do "jogo do copo" ou "jogo dos espíritos" (coisa que ainda não percebi nem quero perceber, porque hoje em dia ainda me mete medo!), mas como o assunto tinha ficado esquecido desisti de ir à psicóloga, também porque era muito caro. Entretanto, em 2009, a minha mãe adoeceu, teve cancro e no dia em que a minha mãe foi para Lisboa para começar os tratamentos, fui a uma palestra da minha psicóloga com os tios com que eu iria ficar. Logo no início da palestra ela põe um vídeo do planeta Terra e de ser atingido por uma força gigantesca e ela disse que "a vida na Terra vai acabar, não só para nós, mas também para os animais e para as plantas" e no fim do vídeo estava "21-12-2012". Comecei a entrar novamente em pânico, tive que sair da palestra. Pagar 10€ para ouvir aquilo? Ainda por cima quando a minha mãe, o meu pai e o meu irmão tinham ido para o continente? Passei anos a pensar neste assusto, anos com medo, com pavor. Tinha pesadelos com tsunamis, com o suposto fim do mundo, e conforme o tempo ia passando, mais os pesadelos se iam intensificando. Chegou o famoso filme "2012" que retratava o que poderia acontecer no dia, e eu não conseguia vê-lo senão era logo calmantes p'ra baixo. Nos últimos meses as piadas sobre o acontecimento era frequentes e eu tentava entrar na onda para não dar a parte fraca, quando o que realmente sentia era pavor!
Chegou finalmente o dia 20 de Dezembro. Passei o dia todo a chorar, com ataques de pânico, a minha tia teve que me dar pelo menos uns três calmantes para ficar estável. Nesse dia à noite o meu tio fez uma festa em casa para toda a família e é claro que toda a gente sabia do meu estado. Quando lá cheguei já estavam todos e um dos meus tios disse-me "Então Joana, querias melhor despedida que esta?". Desabei. Nenhum dos calmantes me safou. Comecei a chorar, a soluçar e quase nem conseguia respirar. O meu pai também começou a chorar, não pelo mesmo motivo que eu, mas sim com medo que me pudesse dar um ataque cardíaco. As minhas primas pequeninas ficaram preocupadas e eu não lhes queria dizer o motivo porque estava assim, portanto obriguei-me a parar de chorar e a controlar-me por elas. O meu telemóvel foi-me tirado porque estava ver no Facebook a ver se alguém dizia alguma coisa e houve um parvalhão que publicou que o Japão tinha sido atingido por um enorme sismo e tsunami onde tinham morrido milhares de pessoas. Fiquei sem falar com o meu namorado, mas em compensação estava com a minha família que é a mais importante do mundo! Passou a meia noite e não sei porquê mas acalmei-me imenso.
A maior culpada disto tudo foi sem dúvida a minha antiga psicóloga quando disse o que não devia. Por vezes apetece-me lá ir e abanar-lhe a cabeça para ver se ela anda bem do juízo! Hoje em dia penso "Perdi tantos anos da minha vida com este medo para quê mesmo?".
quinta-feira, 18 de abril de 2013
.79
Por
Unknown
Um post só para ti!
Talvez nunca fomos nada uma para a outra, só me querias para falares do teu namorado e das discussões que tinham, que acabavam cinco vezes por semana, que nunca mais o ias perdoar, que isto e que aquilo. Pura e simplesmente fartei-me da tua maneira de ser. Sim, eu sei que cada um tem o seu feitio, e que tinha que aceitar-te por aquilo que eras, mas foi demais. Os meus pais controlam-me e eu detesto, mas ainda tolero porque são meus pais. O meu namorado não me controla, nem é ciumento. Por isso não preciso de uma amiga que seja excessivamente assim, que tudo e mais alguma coisa que faça tenha que te contar, que deixe de andar com pessoas com quem fiz as pazes porque tens medo do que vá acontecer. Não! Eu tenho que ter o meu espaço, o meu tempo, as minhas coisas,... e só por causa disso já começas com merdas (desculpa o termo), a dizer que é para me ir embora e nunca mais voltar e a mandar indiretas (bem diretas!). Agora pergunto-te: isso são coisas que se façam a uma suposta melhor amiga? Mas claro que quem fica com os louros sou eu, Joana, porque sou eu que pago sempre por dizer as coisas na cara e não ter medo de dizer nada! "Querida", se fores com todas as outras pessoas o que foste comigo, posso então dizer-te que mais dia, menos dia as pessoas vão fartar-se, inclusive quem mais amas! Mas não te preocupes, se foi assim foi porque teve que ser, foi porque tu não és alguém que sabe o que é o significado da palavra "amigo/a", e obrigada por teres feito com que outros amigos meus se afastassem de mim, isso sim foi um verdadeiro ato do que se chama "melhor amiga"!
A vida continua e tu não vais ser aquela pessoa que me vai pôr em baixo porque seres um "projeto de gaja". Acabou, e começa aqui um novo capítulo da minha vida, onde a tua pessoa não será mais pronunciada.
Só para finalizar, isto é tudo o que te desejo:
Talvez nunca fomos nada uma para a outra, só me querias para falares do teu namorado e das discussões que tinham, que acabavam cinco vezes por semana, que nunca mais o ias perdoar, que isto e que aquilo. Pura e simplesmente fartei-me da tua maneira de ser. Sim, eu sei que cada um tem o seu feitio, e que tinha que aceitar-te por aquilo que eras, mas foi demais. Os meus pais controlam-me e eu detesto, mas ainda tolero porque são meus pais. O meu namorado não me controla, nem é ciumento. Por isso não preciso de uma amiga que seja excessivamente assim, que tudo e mais alguma coisa que faça tenha que te contar, que deixe de andar com pessoas com quem fiz as pazes porque tens medo do que vá acontecer. Não! Eu tenho que ter o meu espaço, o meu tempo, as minhas coisas,... e só por causa disso já começas com merdas (desculpa o termo), a dizer que é para me ir embora e nunca mais voltar e a mandar indiretas (bem diretas!). Agora pergunto-te: isso são coisas que se façam a uma suposta melhor amiga? Mas claro que quem fica com os louros sou eu, Joana, porque sou eu que pago sempre por dizer as coisas na cara e não ter medo de dizer nada! "Querida", se fores com todas as outras pessoas o que foste comigo, posso então dizer-te que mais dia, menos dia as pessoas vão fartar-se, inclusive quem mais amas! Mas não te preocupes, se foi assim foi porque teve que ser, foi porque tu não és alguém que sabe o que é o significado da palavra "amigo/a", e obrigada por teres feito com que outros amigos meus se afastassem de mim, isso sim foi um verdadeiro ato do que se chama "melhor amiga"!
A vida continua e tu não vais ser aquela pessoa que me vai pôr em baixo porque seres um "projeto de gaja". Acabou, e começa aqui um novo capítulo da minha vida, onde a tua pessoa não será mais pronunciada.
Só para finalizar, isto é tudo o que te desejo:
.78
Por
Unknown
A verdade é que por vezes sinto que simplesmente aqui venho para descarregar algumas frases e alguns sentimentos em vão. Antes gostava de cá vir e ver a opinião das outras pessoas sobre as coisas que se passavam comigo, se me podiam ajudar em alguma coisa, ou simplesmente dizerem alguma coisa mesmo que não tivesse sentido nenhum, mas vou continuar a postar, embora não com tanta frequência.
Estes dias têm sido horríveis. Já fui para o hospital esta semana com um ataque de pânico (já tive depressão, mas nunca me tinha acontecido o que aconteceu!), os nervos estão-me à flor da pele e não os consigo controlar. É demasiada pressão, não por causa daquelas pessoas idiotas e medíocres de que vos falei, mas sim por causa da minha família e também por causa do meu futuro.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
.77
Por
Unknown
Mal começaram as aulas e tenho andado exausta e cheia de trabalhos. Tenho que apresentar já esta sexta-feira o meu trabalho de inglês sobre os presidentes mais importantes dos E.U.A., depois tenho que fazer uma apresentação sobre as características de Blimunda, de O Memorial do Convento, ao longo da obra, e ainda tenho que me preparar super bem para o meu exame de código que me está a apavorar. Tenho feito testes e mais testes e tenho reprovado na maioria, e provavelmente o meu exame é já na próxima semana. Se reprovar tenho que pagar outra vez e assistir a todas as aulas de novo por isso é bom que passe. Para não falar das explicações a Matemática que me estão a deixar de rastos, e ainda o esforço que tenho que fazer para me concentrar nas aulas de Química, porque não dou uma para a caixa naquilo! Hoje tive uma ficha de leitura sobre O Memorial do Convento, do capítulo XI ao XVI e tive que acordar duas horas antes do normal para tentar acabar de o ler a tempo! Enfim, estou mesmo exausta!
Pode haver mil e uma coisas que o meu pai se recuse a comprar-me mas a única coisa que ele nunca se recusou foi a comprar-me um livro. A verdade é que queria imenso ler o livro da modelo Miranda Kerr e até pensei que o meu pai não mo fosse deixar comprar por ser uma modelo, mas livros são livros.
O livro não está à venda em Portugal por isso vou ter que encomendá-lo e encontrei um site onde este livro está a menos de 10€!
domingo, 7 de abril de 2013
.76
Por
Unknown
Talvez assim fosse melhor, talvez assim já não tenha tantas preocupações nem nada disso. Eles não falam comigo porque dizem que os desrespeitei, mas eles também me desrespeitaram! Agora uma coisa que nunca vou fazer é dizer ao meu namorado para deixar de falar com eles, isso não. Sei que têm uma amizade de há muitos anos e muito bonita e longe de mim querer estragar isso. Eu não falo com eles, recuso-me a falar. No início estava sempre a pôr frases a picar no Facebook tal como ela fazia, mas cresci. O desprezo é o melhor que se pode fazer. Não preciso deles para nada, talvez nunca fui nada para eles assim como eles para mim. Não são eles que me fazem viver. Por isso escolhi esta imagem para o post de hoje:
Joanna
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